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E Se (Stênio Marcius)

A figueira não floresce
Não há fruto na videira
O produto da oliveira mente

Rios, campos não produzem
O curral está vazio
O aprisco está deserto

Tudo isso se passando e o profeta mesmo assim vai se alegrando em Deus

Mas e se fosse comigo
Pra quê mesmo que eu vivo
Onde está minha alegria?

E se a dor for minha sina
Será que ainda faço rima
Canto alegre a melodia?

E se eu perdesse tudo será que contudo me alegraria em Deus?

Eu quero ser, não quero ter
Eu quero crer, não quero ver

Que minha alegria seja tão somente me lembrar de Ti, meu Deus!

Viver e só de Ti viver
Morrer ansioso por te ver
É minha oração
É assim que eu queria ser

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5 minutos com Ele

“Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.” (Marcos 13:33)

 

Estou iniciando um novo blog com uma proposta ligeiramente diferente da deste. Aqui, a grande maioria dos texto são de minha autoria, neste novo blog, terei menos “pudor” em postar textos de terceiros. Enquanto aqui, os ensaios costumam ser mais longos, neste outro blog, a meta será postar textos que possam ser lidos em no máximo cinco minutos, daí o nome “5 minutos com Ele”.

Outra diferença é que no “5 minutos” (já o trato com certa intimidade), não farei uso de imagens ou qualquer outro recurso multi-mídia, será o texto pelo texto, e só! Afinal, do que adianta ter um texto que pode ser lido em menos de cinco minutos se o site demorar outros cinco para ser carregado? 🙂

Um dos aspectos do “5 minutos” que alguns certamente notarão e muitos outros estranharão, é o de ter um único post por página. Esta característica não é fruto de uma escolha arbitrária; ela tem uma razão de ser:

A idéia é oferecer às pessoas que utilizam técnicas de produtividade pessoal, tais como Pomodoro (sou Nerd, gosto de “sistematizar” as coisas), uma forma de gastar (ou investir) seus cinco minutos de “folga”, sem perder o foco. Creio que mesmo aqueles que não organizam seus ciclos de trabalho e descanso através de uma prática formal, tirarão proveito desta particularidade.

Apesar das distinções, o propósito do “5 minutos” será o mesmo do “Por Ele”: Exaltar o nome do Senhor e falar do amor de Cristo.

Diante disto, oro para que possamos aproveitar, não cinco minutos ou uma hora em Sua presença, mas toda a eternidade. Amém!

Carlos

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Eleições Yin Yang

Poucas coisas costumam mexer tanto com os ânimos e paixões dos brasileiros quanto futebol e eleições.  A diferença é que a dor de cotovelo causada pelo fracasso de um time é muito branda frente aos males que o voto equivocado pode provocar.

Em meio a defesas inflamadas e ataques aguerridos, os excessos costumam ocorrer. E um deles é o de enxergar o pleito como uma batalha polarizada entre o Bem e o Mal, onde cada candidato representa uma destas “forças”. Por curiosidade, eu perguntaria aos que cultivam esta visão: Quem é o Bem? Quem é o Mal? O candidato X é um representante do Bem? O candidato Y é um defensor do Mal?

Está idéia é muito perigosa, porque ao passo que demonizamos um dos candidatos, messianizamos o seu oponente direto! Da mesma forma que um dos candidatos não é um novo messias enviado por Deus, o outro não é o anti-Cristo enviado por Satanás para destruir a humanidade. São dois políticos que defendem visões e propostas distintas. Agora, é bem certo que algumas destas propostas são de fato daninhas e contrárias aos valores defendidos pela fé cristã.

Precisamos ter serenidade e inteligência, pois corremos o risco de incorrer nos erros da visão maniqueísta, onde o Bem e o Mal são vistos como forças antagônicas, igualmente poderosas, que devem se manter em perfeito equilíbrio. Eu diria a estes que não existe batalha, muito menos equilíbrio entre o Bem absoluto (Deus) e o Mal absoluto (Diabo), pelo simples fato de Deus ser soberano! Ele dá as ordens, e ponto final! Nem mesmo os demônios podem ir contra a vontade do Todo Poderoso!

Eu, pessoalmente, prossigo desconfiando de ambos os lados (Jeremias 17:5). Não obstante, peço a Deus que nos ilumine, que o próximo governante seja sábio e que comande esta grande nação com retidão e justiça.

Carlos

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O Escriba

Embora que no Novo Testamento sempre achem-se associados aos Fariseus e Saduceus,  Os Escribas não constituíam em si, um partido político/religioso, e sim um grupo que ocupava-se em estudar e ensinar as Escrituras.  O curioso é que, apesar de estarem em constante contato com os Textos Sagrados, não procuravam viver de acordo com os seus preceitos.

“E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.” (Mateus 7:28,29)

Assim como os demais religiosos do Templo, os Escribas exigiam um padrão de conduta rigorosíssimo, que nem mesmo eles seguiam!

“Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los;” (Mateus 23:3,4)

Não sei se meus leitores atentaram para isto, mas ultimamente tenho procurado exercitar o “tirar a trave do meu olho primeiro”, creio que os últimos posts refletiram bem isto.  Por conta desta postura, dou-me um puxão de orelha público!

– “Amorim, não adianta nada  ficar ai, postado em frente ao computador escrevendo feito um maniaco, se por acaso, sua vida não for um reflexo do que você tem dito! ”

É tentador, subir em uma torre de marfim, e lá do alto, ficar cobrando um proceder impecável de meus semelhantes, sem atentar para o meu próprio pé que vacila e ameaça levar-me ao chão. Não desejo  elevar-me ao topo de torre alguma, quero manter-me sobre a face da terra, donde eu possa olhar os homens nos olhos, inclusive aqueles que eu critico, e submeter-me a admoestação, quando esta for necessária! Salomão deixou escrito:

“Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar.” (Eclesiastes 4:13)

Por este motivo o Senhor nos exorta a sermos humildes como meninos (Mateus 18:4), para que nossos corações não se encham de soberba, para que não rejeitemos assim, as bem vindas correções.

Senhor, não permita que eu me torne um mero escriba…

Amém

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And the Oscar goes to…

Oscar de melhor post...

Acredito que a chamada “blogsphera cristã” atingiu um nível de maturidade tal, que é válido criar uma premiação que reconheça os esforços dos blogueiros.

“Ahhh, mais isto já existe…”

Diferente de outros “Top alguma coisa”, que costumam analisar o blog globalmente, acho interessante seguir os moldes de premiações como o Oscar, que recompensam as obras (textos, neste caso), individualmente.

Os textos seriam submetidos à um juri de “notáveis” (pastores, teólogos, escritores, poetas, etc…). Estes, não seriam responsáveis por eleger o campeão de fato, e sim, por fazer uma “triagem” para dai, sujeitar os selecionados ao voto popular.

Só seriam considerados válidos textos que foram de fato postados em um blog, até uma data previamente estabelecida.

Os textos poderiam ser julgados em categorias (melhor poesias, textos cientifico [teológico], conto, etc…) ou não. E mesmo divididos em categorias, seria possível eleger um “campeão absoluto”.

Dificuldades:

  • Promoção/Divulgação (muita gente teria que comprar a ideia)
  • A eleição do juri de notáveis (eles não poderiam competir)
  • A formatação dos critérios de avaliação do juri técnico (seria necessário um trabalho de “consultoria” de pessoas com conhecimento técnico dos critérios)
  • Obtenção de uma “patrocínio” (seria responsável pela doação dos prêmios)

Caso uma editora mostrasse interesse em patrocinar esta empreita, poderíamos sugerir que fosse publicada uma brochura com “Os 20 melhores textos da blogsphera cristã brasileira“, ou algo assim… Os autores abdicariam dos direitos comerciais sobre suas obras (ou não), e em troca obteriam visibilidade e notoriedade.
Pode parecer pretensioso, mas acho que é factível… Gostaria de ouvir opiniões a respeito…

Fiquem com Deus

[Atualizações]

Uma das principais vantagens que vejo em utilizar um “Juri de Notáveis” e de analisar a obra e não o blog onde ela foi postada é a de favorecer as obras realmente boas, independente destas terem tido muita ou pouca visibilidade.

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