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Você não foi convidado!

Happy Birthday

Ahhhh! O natal, esta época mágica, tão querida por muitos, onde as famílias reúnem-se ao redor de uma mesa, para celebrar, para comemorar, para relembrar… O próprio natal!

A dura realidade é que o natal virou um fim em si mesmo. As tradições natalinas não nos ajudam a recordar – salvo pela visão de um ou outro ícone em meio as centenas que decoram as casas nesta época – o nascimento de Cristo.

Deixando as questões cronológicas de lado, fico pasmo em presenciar, nesta data que foi escolhida para trazer à memória a vinda do Salvador ao mundo (pelo menos em tese), vigorosas e não tão discretas tentativas de expulsar Jesus da festa!

No lugar de honra que deveria estar reservado ao Senhor, está assentado um outro “homem”. Ao contrário do que reza a lenda, o tal “homem” também não é Nicolau, que foi preso durante o reinado de Diocleciano (284 a 305 d.C) por recusar-se a negar sua fé em Jesus Cristo. Trata-se portanto, de uma outra “entidade”, e esta, em oposição ao bispo de Mira, seria incapaz de demonstrar tamanha convicção.

Aquele que é conhecido por Noel, em nada lembra Jesus…

Primeiro por sua aparência:

  • Jesus morrer jovem, aos 33 anos, não tendo tempo de ostentar uma longa e alva barba (já os religiosos que o acusaram…).
  • Os pigmentos que tingiam os tecidos de vermelho (derivados de materiais ferrosos) tinham preços proibitivos para um pobre carpinteiro.

E finalmente, por seus valores:

  • Em vários momentos, Jesus demonstrou um apego visceral a verdade, sendo Ele próprio a Verdade (Jo 14:6). Já o camaleônico Noel, apoia-se em uma mentira para induzir as pessoas a alimentarem o seu verdadeiro senhor, o mercado, com uma polpuda ração anual de capital.
  • Noel também não vê graça na graça, pois, no mundo meritocrático em que vivemos, onde todos tem que “correr atrás”, “fazer por merecer” e onde o cristianismo é a única dentre as grandes religiões que ousa falar de graça, o “Papai do Natal” não pode nem pensar em se alinhar com a minoria, não é verdade? Portanto, só crianças boazinhas recebem presentes!

No mais, só oro para que Jesus nasça em cada vez mais corações e que possamos celebrar o verdadeiro espírito do natal, não uma só vez por ano, mas em todos os dias de nossas vidas.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

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Tenho vergonha!

Não me envergonho do Evangelho, pois sei que este é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (O Evangelho é Jesus!), outrossim, não é de hoje que tenho me envergonhado de ser reconhecido como evangélico, pois…

Sinto vergonha alheia por conta da atitude de alguns irmãos que grudam um “peixinho” na traseira de seus carros e fazem barbaridades no trânsito.

Me envergonho de ver como alguns irmãos tem energia de sobra para marchar quilômetros com a finalidade de “tomar a cidade para Jesus”, mas não demonstram esta mesma disposição para ir até a esquina e oferecer um prato de comida quente a um desvalido.

Sinto vergonha, pois aos olhos do mundo, eu pertenço a mesma agremiação daqueles que invadem terreiros de umbanda para promover a violência em nome de “deus”.

Tenho vergonha de um grupo de políticos que se diz guiado pelo Evangelho, e ainda assim, participa ativamente de negociatas indecorosas e torna-se protagonista de sórdidos episódios de trocas de favores.

Sinto vergonha por ser associado à figuras que se aproveitam da boa fé dos simples para obter vantagens financeiras e/ou políticas.

Tenho vergonha das atitudes de muitos de meus irmãos, que na mesma medida em que são bajuladores de religiosos hipócritas, são judiciosos com os quebrados deste mundo.

Tenho vergonha por conta das crianças mortas na Nigéria.

Me envergonho da impiedade (falta de piedade) daqueles que se dizem “não-ímpios”.

Entretanto, as maiores e mais incômodas vergonhas que carrego são as que sinto por conta…

da minha própria imobilidade…

da minha própria vaidade…

da minha própria sordidez…

do meu próprio desamor…

Ah, Deus meu! Quem dera eu não sentisse tanta vergonha!

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