Arquivo da tag: inventário moral

A matemática do homem

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Lenha > Árvore

Marfim > Elefante

Petróleo > Oceano

Refrigerante > Água

Entretenimento > Dignidade

Diamante > Mão

Guerra > Paz

Coisas > Pessoas

Eu > Próximo

Justiça > Misericórdia

***

Concordo com Karl Barth quando ele disse que “Deus é totalmente outro…”

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:8,9)

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Tenho vergonha!

Não me envergonho do Evangelho, pois sei que este é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (O Evangelho é Jesus!), outrossim, não é de hoje que tenho me envergonhado de ser reconhecido como evangélico, pois…

Sinto vergonha alheia por conta da atitude de alguns irmãos que grudam um “peixinho” na traseira de seus carros e fazem barbaridades no trânsito.

Me envergonho de ver como alguns irmãos tem energia de sobra para marchar quilômetros com a finalidade de “tomar a cidade para Jesus”, mas não demonstram esta mesma disposição para ir até a esquina e oferecer um prato de comida quente a um desvalido.

Sinto vergonha, pois aos olhos do mundo, eu pertenço a mesma agremiação daqueles que invadem terreiros de umbanda para promover a violência em nome de “deus”.

Tenho vergonha de um grupo de políticos que se diz guiado pelo Evangelho, e ainda assim, participa ativamente de negociatas indecorosas e torna-se protagonista de sórdidos episódios de trocas de favores.

Sinto vergonha por ser associado à figuras que se aproveitam da boa fé dos simples para obter vantagens financeiras e/ou políticas.

Tenho vergonha das atitudes de muitos de meus irmãos, que na mesma medida em que são bajuladores de religiosos hipócritas, são judiciosos com os quebrados deste mundo.

Tenho vergonha por conta das crianças mortas na Nigéria.

Me envergonho da impiedade (falta de piedade) daqueles que se dizem “não-ímpios”.

Entretanto, as maiores e mais incômodas vergonhas que carrego são as que sinto por conta…

da minha própria imobilidade…

da minha própria vaidade…

da minha própria sordidez…

do meu próprio desamor…

Ah, Deus meu! Quem dera eu não sentisse tanta vergonha!

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A religião e Jesus em dois versículos

O relato do capitulo dezoito do evangelho segundo Mateus, mostra Jesus discursando a respeito da disciplina para com os insubmissos e do resgate aos perdidos. Nestes mesmos versos, vemos Pedro tomando a frente (como lhe era próprio), e indagando o Mestre:

“… Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?” (Mateus 18:21)

Na verdade, Pedro estava tentando se mostrar “generoso”! Pois a tradição rabínica recomendava a concessão do perdão por até três vezes. Além disto, ele invoca o número sete, sempre associado a plenitude divina.

Jesus porém, transcende, transborda e extrapola os limites impostos pela tradição:

“… Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.” (Mateus 18:22)

Tenho uma estima especial por este texto, o que me leva a tentar reconstruir aquela cena em minha mente. Após lê-lo, costumo fechar os olhos… Neste momento, vejo o rosto de Pedro… Nele está estampada uma mistura de constrangimento, espanto e reverência…

E não somente isto! Eu me vejo refletido em Pedro! Com sua ânsia em demonstrar um bom desempenho e o intenso desejoso de saciar sua sede por aprovação; sua luta constante para impressionar os homens e surpreender Jesus com seus salamaleques religiosos.

Quão tolo Pedro foi e quão tolo eu sou! Invariavelmente é Jesus quem me deixa pasmo!

E eu nunca.. nunca.. nunca quero perder a capacidade de me assombrar diante dEle!

Carlos Amorim

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Que satisfação! Devo a vocês satisfações…

RecadosBem, antes de mais nada, quero exprimir meu contentamento por dar sequencia a esta obra, que creio eu, foi confiada a mim pelo Senhor.
Após esta breve expressão de júbilo, é chegada a hora de falar com franqueza, este é o momento de aclarar minhas motivações, tanto as que ocasionaram o meu retiro, como as do meu consequente retorno.
Antes que alguém, ao correr os olhos pelas linhas a seguir considere esta “prestação de contas”, exagerada e até mesmo equivocada, adianto-me em pedir paciência… Por favor, leia o texto até o fim!
Como dito antes, considero este blog um trabalho ministerial, e por este motivo, o primeiro a quem devo pedir perdão é Deus. Em seguida desejo que meus poucos leitores me desculpem, por ter sumido sem ao menos deixar um bilhete pregado na porta da geladeira. Creio que nestes poucos meses de existência do “PorEle” construímos uma relação de cumplicidade. Aqui, mostrei-me sem mascaras, vocês viram a minha nudez! Me expus fraco e falho como realmente sou (desesperadamente dependente da misericórdia e da graça de Deus!)!
Os motivos da minha ausência são diversos: Problemas pessoais, profissionais, espirituais, etc… Sofri um verdadeiro apagão existencial! Não me é lícito entrar em detalhes mas posso afirmar que todos estes ocorridos me aleijaram! Tornei-me incapaz de dar sequencia a este e a outros trabalhos…
Por fim, o Senhor me restaurou… Disse-me Ele – “Levanta-te e anda Carlos!” – e eu sai da imobilidade! Eis-me aqui, sinto-me impelido a retomar o tempo perdido! Tenho um novo animo! Glorias a Deus!
Como arremate, deixei de proposito (e com um proposito!), esta parte para o final…
Peço mil desculpas a todas as pessoas que de alguma forma foram prejudicadas por mim. Vocês me perdoam?
As ultimas linhas desta carta serão dedicadas as palavras de alguém que passou por dificuldades ainda maiores que as minhas, e conseguiu, pela misericórdia de Deus, se reerguer.
“Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.” (Salmos 40:2)
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O Escriba

Embora que no Novo Testamento sempre achem-se associados aos Fariseus e Saduceus,  Os Escribas não constituíam em si, um partido político/religioso, e sim um grupo que ocupava-se em estudar e ensinar as Escrituras.  O curioso é que, apesar de estarem em constante contato com os Textos Sagrados, não procuravam viver de acordo com os seus preceitos.

“E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.” (Mateus 7:28,29)

Assim como os demais religiosos do Templo, os Escribas exigiam um padrão de conduta rigorosíssimo, que nem mesmo eles seguiam!

“Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los;” (Mateus 23:3,4)

Não sei se meus leitores atentaram para isto, mas ultimamente tenho procurado exercitar o “tirar a trave do meu olho primeiro”, creio que os últimos posts refletiram bem isto.  Por conta desta postura, dou-me um puxão de orelha público!

– “Amorim, não adianta nada  ficar ai, postado em frente ao computador escrevendo feito um maniaco, se por acaso, sua vida não for um reflexo do que você tem dito! ”

É tentador, subir em uma torre de marfim, e lá do alto, ficar cobrando um proceder impecável de meus semelhantes, sem atentar para o meu próprio pé que vacila e ameaça levar-me ao chão. Não desejo  elevar-me ao topo de torre alguma, quero manter-me sobre a face da terra, donde eu possa olhar os homens nos olhos, inclusive aqueles que eu critico, e submeter-me a admoestação, quando esta for necessária! Salomão deixou escrito:

“Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar.” (Eclesiastes 4:13)

Por este motivo o Senhor nos exorta a sermos humildes como meninos (Mateus 18:4), para que nossos corações não se encham de soberba, para que não rejeitemos assim, as bem vindas correções.

Senhor, não permita que eu me torne um mero escriba…

Amém

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