Jesus – O caminho da mão vazia


Bem pessoal, espero que me perdoem por esta audácia. Mas achei tão poética, sonora, para não dizer necessária a ideia de expor Jesus como “o caminho da mão vazia”, que resolvi arriscar alguns passos nos prados desconhecidos (pelo menos para mim) da poesia. Relutei em publicar, tomara que vocês gostem…

Jesus – O caminho da mão vazia


Lá vem Ele, ao longe, mal o distinguimos, mal sabemos quem Ele é
Lá ao longe no caminho, sendo Ele o próprio Caminho, O único Caminho
Parece tão opaco, em meio a nuvem de pó vermelho que se eleva do chão
Mas o que parecia baço, mostrou-se brilhante como a Estrela da Manhã


Ele se aproxima. Não carrega nada consigo. Não ostenta aparência nobre
Na verdade é um homem pobre! Estende suas mãos vazias, mãos de operário
Deu as mãos aos símplices, abraços as crianças, acalentos as prostitutas
Tocou até os leprosos! Não temendo, disse: “quero, sê limpo”, e limpo foi


Como pode ser mestre? Não carrega a Torá?!? É Mestre do mandamento maior!
Lá vem Ele, de mãos e peito aberto! Com as mãos vazias e coração repleto!
Não portava nenhuma das ferramentas de seu oficio, mas reconstruiu vidas
Quanta bondade fizeram aquelas mãos vazias! Nem todos perceberam isto!


Alguns homens injustos, senhores da lei, levantaram suas mãos impiedosas
E encheram de moedas de prata as mãos gananciosas de um homem desonesto
Organizou-se uma milícia. Espadas e varapaus em punho! Ataram-lhe as mãos
Chamaram-no de blasfemador, cuspiram em sua face, porem Ele nada falou


Pilatos lavou as mãos, dizendo: Eu estou inocente do sangue deste justo
Zombando, puseram-lhe um manto escarlate e deram-lhe um cetro sem nobreza
Retiram-lhe o cetro vulgar… As mãos novamente vazias… Espancam-lhe
Mãos espalmadas sobre a madeira cruel. O ferro frio rasga pele e carne


Suas mãos não podem mais consolar, pois estão muito distantes uma da outra
Elas não estão mais vazias, cravos dolorosos as traspassam. Chagas abertas
Um malfeitor reconhece Sua majestade! Mesmo imobilizado opera um milagre!
Está consumado! Espírito entregue, tremores, pedras fendidas, véu rasgado!


Pranto, desolação, duvida: o que será de nós? Os discípulo se dispersaram
Três dias se passam e o tumulo encontra-se vazio: Pra onde levaram o Mestre?
Ele venceu a morte! Ele exibe a mão perfurada ao discípulo ainda incrédulo
Subiu ao céu, e está a destra do Pai, donde é adorado pelas hostes celestes


E mesmo diante de tanta pureza e santidade, Ele é capaz de olhar para nós
Ele nos enxerga, em meio a nossa sabedoria cega e a nossa ignorância soberba
Vê que O rejeitamos, sabe que nunca terá Seu amor completamente correspondido
Assim mesmo nos ama muito! E as Suas mãos vazias ainda desejam nos afagar

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